– Não... Não é verdade... Não é real...
As lágrimas escapavam pelos olhos de Jeremy. Alaric estava morto. Elena estava morta.
A dor atravessava seu coração, esforçava-se para conseguir respirar. A fúria tomou conta de sua mente. Sentia que era tudo sua culpa. Os gritos e o choro não fazia a dor passar. Como no dia da morte dos pais.
Estava sozinho.
Não havia razão em sua mente. Entrou no carro e dirigiu sem rumo. Descontrolado.
– Estou aqui com você, Jeremy. –dizia Alaric no banco de trás – Pare o carro.
Apenas o ignorava. Não se importava mais.
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– Transição?... – Elena não conseguia acreditar.
O olhar sereno de Stefan estava o tempo todo nela, atento a cada reação.
Eles estavam na casa Salvatore. Damon andava de um lado para o outro. Elena estava em pé a poucos metros de Stefan, que estava sentado no sofá. Já Bonnie estava olhando pela janela do outro lado do cômodo, pasma, aflita.
– Eu vou para o hospital arrancar a cabeças de algumas pessoas! – relatou Damon. Entretanto antes que pudesse chegar a porta Stefan fica na sua frente.
– Ninguém tem culpa. Foi um acidente. Nenhum dos três tem culpa.
– Que não teria acontecido se ela tivesse ficado em casa! – gritou, furioso.
– Espera! Três? – A duplicata ainda não sabia da história toda.
Nenhum dos dois vampiros iria contar para ela.
– A doutora Fell te deu o sangue, para te curar, quando você foi para o hospital, ela disse que você esatava com hemorragia cerebral. Jeremy e Matt fizeram um plano para tirar você de casa e levar para longe. – contou Bonnie. A melhor amiga precisava saber.
– Jeremy?
– Sim, Elena. Jeremy. O seu irmãozinho idiota que parece não se preocupar com você. – comentou o vampiro mais velho.
O mais novo se voltou para a jovem.
– Ele não tem culpa. Não sabia o que iria acontecer. Se quer culpar alguém, culpe Rebecca, ela foi a causa.
Ela estava confusa. Não tinha reação ao que estava acontecendo.
– Vai ficar tudo bem. Não vou deixar nada machucar ninguém. Vou dar um jeito nisso. – a bruxa tentou tranquilizá-la.
A Gilbert respirou fundo e falou decidia:
– Tenho que ver o Jer.
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O jovem Gilbert dirigia rápido demais. Se aproximava da saida de Mystic Falls. As lágrimas nos olhos o impediam de ter uma imagem clara da pista. A dor o sufocava, espedaçava-o por dentro, como um vidro. Ele tremia. Um acidente estava pedindo para acontecer. Alaric já não podia ser visto nem ouvido, mas ainda estava ali. Nem nenhuma razão lógica, o carro parou instantaneamente. A força causada pelo velocidade o fez girar e parar no meio da estrada.
Jeremy estava desmaiado. Sua testa sangrava muito. O cinto o impediu de bater no vidro da frente. Surgi um alto som de buzina. Um caminhão de vários metros se aproximava, rápido demais para freiar. A luz penetrou os vidros do carro e fez o garoto despertar. Não houve tempo para gritar.
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