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Do outro lado-Parte Final


Jeremy caminhava lentamente. Ele tinha um pouco de medo daquela casa assombrada por bruxas. Sua respiração era lenda, mas seu coração batia depressa. Nervoso. A madeira a seus pés rangia a cada passo.
– Jeremy? – ele a ouviu. E se virou para vê-la. Estava no mesmo lugar onde Bonnie trouxe de volta a vida.
– Ayka.
– Que bom que veio.
– O que você quer? – foi direto ao assunto, não queria perder tempo, não iria dar tempo para ela o enganar e fazê-lo confiar em suas palavras.
– Matar Niklaus. – respondeu sem emoção no olhar.
– Se fizer isso todos os vampiros morrem, não que eu me importe, só que eu quero minha irmã viva.
– Eu sei. Só em poder tem alguma ligação com o mundo dos vivos, falando com você me sinto um pouco mais forte. Não o suficiente para matá-lo, por esta razão preciso de sua ajuda.
– Não vou te ajudar a voltar de nenhum forma. – respondeu rápido, querendo cortar logo se esse fosse o plano dela.
– Eu sei. Não é o que quero. Quero matar Niklaus. E preciso de você pra isso, entretanto sei que preciso dar algo que você queira para me ajudar, como salvar Elena. – disse sem desviar o olhar do jovem um segundo.
Jeremy teve que pensar por alguns segundo.
– Disse que queria salvar todos.
– Os humanos.
– Se matar um Original...
– Sei o que acontece. Há uma antiga lenda, sobre a ligação que Niklaus tem com os seus vampiros descendentes, algo sobre poder quebrar essa ligação. Só que eu estou morta, não posso fazer nada. Você pode. – O Gilbert não entendeu o que ela queria dizer com aquilo – Pode ir atrás de resposta. Um trabalho em dupla. Uma investigação, eu diria. Voltando a séculos atrás. Por um fim a tudo isso. A escolha é toda sua.
– E se não houver uma resposta.
–Há uma resposta, eu cheguei perto uma vez, antes de morrer. E o que me diz, aceita?
– Por que quer tanto matar o Klaus?
– Por que ele é um vampiro, por que ele me matou e matou o meu grande amor.
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Stefan estava em casa. Elena iria ficar por lá, pelo menos por um mês longo de Jeremy, para se adaptar. Ouviu Damon em seu quarto e resolver vê-lo, chegou viu o irmão arrumando as malas.
– O que está fazendo?
– Não foi o nosso trato? – respondeu sarcástico.
– As coisas mudaram. Elena é um vampira e eu não estou completamente em controle. – contrariou o mais novo.
O Salvarote apenas deu um sorriso que queria dizer "não é mais problema meu". Ele não iria conseguir impedir a partida do irmão.
Os dois ficam no mesmo quarto sem se falar por alguns minutos, enquanto o outro terminava as malas.
– Diga adeus a Elena por mim e todo aquele blá blá blá melancólico que só você sabe falar.
– Damon...
– Qual é Stefan? O que eu vou fazer em Mystic Falls agora? Klaus tá morto, você tá com a Elena, final feliz pra todo mundo. Exceto pro vilões, como eu. – continuou com o sarcasmo.
– Você sabe que vou sentir a sua falta, certo?
– Não vai começar a chorar, vai? Quer que eu te dê um abraço e que choremos juntos?
Os dois riram.
– Adeus irmão.
– Adeus.
E ele saiu pela porta. No meio do caminho para a saída da cidade, Damon fez questão de visitar cada membro do conselho. Hipnotizá-lo para as coisas realmente voltarem para o seu devido lugar. Eles não tinham verbena no organismo, então fora fácil.
E partiu, sem destino em mente.
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A janela estava aberta. O vento fresco entrava por ela. Era noite. A casa Gilbert estava silenciosa, exceto pelo choro de Jeremy.
Ele segurava um retrato da família. Estava com o rosto inchado. Sentado na própria cama, abraçava as pernas, procurando conforto, segurança.
Se sentia só. Ferido. Havia um buraco no se coração, que o fazia parecer estar sufocando. Ninguém poderia ajudá-lo desta vez. Era tudo sua culpa.
– Jeremy? – Era a voz de Stefan do outro lado da porta do quarto.
– Vai embora. – tentou não demonstrar que estava chorando.
– Você está bem?
– VAI EMBORA!!! – gritou furioso. Não queria ver ninguém. Principalmente um vampiro.
O Salvatore entrou mesmo assim.
– Você não está bem. – ele se sentou de frente para o garoto, que o fulminava com os olhos – Eu sei que tem sido difícil para você. Elena é forte, só que você não é.
– Você não sabe nada sobre mim.
– Sei que não encara bem a perca de alguém que você ame. Vi como você ficou quando Vicki morreu. Você estava destruído. – Stefan estava sendo sincero. Se preocupava com Jeremy – E quando Anna morreu... Você quis fazer algo radical. Esquecer tudo. Apagar a dor que sentia de qualquer forma porque ela estava matando você. Quando Jenna morreu também não foi fácil. Posso não ter certeza, mas o término do seu namoro com a Bonnie foi ruim pra você. A morte do Alaric. Um a um. Vi como você ficou. Parecendo ser forte para a sua irmã. Tentando lidar com isso, porém a noite chegava e você ficava assim, como está agora. – ele olhava o tempo todo para o jovem. Um olhar fraternal.
– Eu to bem.
– Não parece estar bem pra mim. Tudo isso acabou com você. Aumentando sua dor, dia após dia. Ninguém é tão forte assim, Jeremy. Ninguém suportaria o que aconteceu com você. Não precisa fingir que está bem. Ninguém espera que você esteja bem. – o Gilbert não olhava para Stefan, segurava as lágrimas, tentando parecer indiferente – Posso não saber tudo sobre você. Sei que me odeia por tudo o que fiz para Elena, ter trago isso tudo para ela e pra você. Mas sabe que me preocupo com vocês? Que me importo? Você não pode segurar toda essa dor dentro de você, porque você vai explodir. É demais para qualquer um. E você não é muito forte. Deixa eu te ajudar, ou Elena, alguém. Todo mundo tá aqui para te ajudar, Jeremy. Eu sei que você precisa.
– Sabe do que eu preciso? Que você me deixe em paz. – o rapaz queria se livrar do vampiro.
O Salvatore se levantou e parou no caminho atá a porta.
– Não faça nenhuma besteira. Por impulso. Nada que possa se arrepender. Elena não suportaria perder você sabendo que poderia ter te ajudado.
Mesmo que Stefan soubesse do que Jeremy estava planejando, ele não poderia fazer nada para impedir. A ligação que Jeremy tinha com os do "outro lado" como Ayka deveria ajudá-lo a salvar Elena, não importava o custo.

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